Assunto: Poeta Carlos Drummond de Andrade em sua casa por ocasião da homenagem aos seus 80 anos / Local: Posto 6 - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ / Data: 23/10/82

Algumas mais esquisitas, outras menos. Mas afinal de contas, quem é que não tem algumas manias?

 

 

1- O francês Victor Hugo – autor do clássico Os Miseráveis – costumava pedir ao criado que lhe escondesse as roupas; desse modo, não tendo o que vestir, podia ficar em casa para escrever.

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2- Já Aluísio Azevedo tinha o hábito de desenhar e pintar sobre papelão os personagens principais de suas obras. Famoso por livros como O Cortiço e O Mulato, o escritor mantinha os desenhos sobre uma mesa enquanto escrevia.

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3- A Comédia Humana, de Balzac, tem tantos personagens que o autor precisou fazer uma árvore genealógica. Desenhada nas paredes, a árvore ocupou três aposentos da casa.

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4- Coisa que Fernando Pessoa não conseguia ver era um lápis sem ponta. Antes de escrever, ele costumava apontá-los. Consta que o grande poeta português também mantinha o hábito de só escrever em pé. Além disso, Fernando mantinha o gosto pela astrologia. Ele vivia fazendo mapas astrais para amigos, parentes e conhecidos – e até de personalidades históricas.

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5- Alexandre Dumas, pai, era outro que tinha lá suas esquisitices na hora de escrever. Autor de clássicos como Os Três Mosqueteiros, Dumas usava papéis coloridos dependendo do conteúdo do texto.

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6- O poeta Carlos Drummond de Andrade imitava com perfeição a assinatura dos outros. Para poupar-se de mais trabalho, falsificava a assinatura do chefe da repartição pública em que trabalhava. Tinha também a mania de picotar papel e tecido. “Se não fizer isso, saio matando gente pela rua”, dizia.

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7- Vinícius de Moraes, tinha mania de ler, escrever e fazer composições sentado numa banheira. Para não molhar os papéis, Vinícius colocava uma tábua sobre as bordas da banheira e sobre ela trabalhava por horas a fio. O lugar preferido de sua casa era justamente o banheiro. Nele, Vinícius trabalhou, produziu, teve ideias geniais e acabou morrendo.

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8- A preocupação excessiva com doenças fazia com que o escritor Franz Kafka – autor do clássico A Metamorfose – usasse roupas leves e só dormisse de janelas abertas – para que o ar circulasse –, mesmo no rigoroso inverno de Praga.

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9- Nada apavorava mais o escritor Hans Christian Andersen (autor de clássicos como O Patinho Feio) do que a hipótese de ser sepultado vivo. O medo era tamanho que, quando estava gravemente doente, Hans costumava deixar um bilhete na cabeceira da cama avisando que estava “apenas parecendo morto”. Para garantir que não seria enterrado vivo, Hans chegou ao cúmulo de pedir às pessoas mais próximas que lhe cortassem uma artéria antes de sepultá-lo.

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10- Guimarães Rosa manteve uma cadernetinha no bolso durante um bom tempo. Consta que, na época em que exercia a profissão de médico, ainda na juventude, Rosa costumava anotar frases, expressões e ditos populares, material que mais tarde serviria como matéria-prima para seus livros.

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