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Se você mora em Ribeirão Preto (SP), já deve ter visto algum dos graffitis do artista Lelin Alves, e se você já viu, sabe que é incrível. Mas caso você ainda não conheça o trabalho dele, o Café Sem Pó faz questão que todo mundo conheça.

 

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Fizemos uma breve entrevista com Lelin, e você pode conferir abaixo na íntegra!

 

Café Sem Pó: Como você começou a grafitar?

Lelin: Comecei no graffiti através do skate com 13 anos de idade em 1999, eu e meus amigos gostávamos de escrever nossos nomes nas paredes da cidade, com o tempo começamos a reparar os graffitis que apareciam de fundo das fotos das revistas e vídeos de skate que tínhamos, aí como eu já desenhava desde de criança logo passei a fazer letras mais coloridas e desenhos tbm.

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CSP: Conte um pouco sobre seu estilo.

L: Meu estilo vem mudando muito no decorrer dos anos, mas no fundo busco a essência do graffiti que é basicamente escrever o nome e fazer um desenho pra ilustrar, acabei tendo um certo destaque com meu personagem de nariz colorido mas procuro explorar maneiras diferentes de pintá-lo para não ficar monótono, em 2014 uni as letras e o personagem em um estilo só, basicamente comecei a fazer letras transparentes por cima dos desenhos, o resultado disso foi um estilo que muitas pessoas não entendiam nada e chegam a me perguntar se é uma pintura abstrata, isso me agradou e de lá pra cá sempre que tenho tempo e estrutura pinto desta maneira.

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CSP: Como você acha que é visto o graffiti no Brasil e principalmente aqui em Ribeirão Preto?

L: O graffiti no Brasil está bem em relação ao que era quando comecei, temos muito espaço e hoje muitos vivem dele, o que é bom na minha opinião, mas o que vejo nas pessoas é uma população totalmente ignorante em relação a arte e cultura, a maioria não gosta de graffiti pela sua importância cultural e social, só gostam pq acham que é melhor o muro grafitado do que pixado, mas no fundo prefeririam que o muro ficasse pintado de branco mesmo. Em ribeirão isso é ainda mais forte do que na maioria das cidades que já estive. Mas a gente faz por que gostamos mesmo, entre os grafiteiros temos uma relação de amizade e competição saudável de quem pinta mais e melhor, esse é o foco, mas é muito bom quando vemos que outras pessoas normais do dia a dia acompanham e admiram nosso trabalho.

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Redação Café Sem Pó
fotos/reprodução

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