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Um grupo de estudantes da escola estadual Professora Alda Façanha, na região metropolitana de Fortaleza, diz que foi suspenso após publicar uma foto nas redes sociais em que declara apoio ao deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

 

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A imagem viralizou no último dia 13 e a direção da escola optou por punir os estudantes, que não quiseram tirar a foto do ar.

“Quando nos recusamos a apagar a foto, afirmaram que nós tomaríamos consequências de nossos atos, por isso nos suspenderam”, disse um dos estudantes ao Tribunal do Ceará.

 

A Secretaria Estadual de Educação, no entanto, nega a suspensão.

A Secretaria da Educação informa que não houve por parte do núcleo gestor da Escola Estadual de Ensino Profissional (EEEP) Professora Alda Façanha, em Aquiraz, pedido para que fossem apagadas mensagens nas redes sociais, bem como suspensão dos estudantes. O ambiente escolar é um espaço plural e democrático. A escola incentiva a convivência pacífica e o diálogo entre os que adotam ideologias e comportamentos políticos diferentes.”

 

Explicação da proposta Escola Sem Partido

A proposta da Escola Sem Partido é incentivar uma educação sem enviesamento político. O projeto, defendido por Jair Bolsonaro, entretanto, vai na contramão do que se entende por metodologia de ensino. Contraria a noção de que a escola também é civilizatória e o conceito de ensino de Paulo Freire, de que toda educação é política.

Para o defensor do projeto, que tramita na Câmara dos Deputados, deputado Izalci (PSDB-DF), a ideia é evitar que os professores aproveitem a “audiência dos alunos” para incliná-los a determinado partido político ou conduta moral. O projeto foi apelidado do “Lei da Mordaça”.

 

Fotos/Reprodução
Redação Café Sem Pó

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