Durante esta semana um assunto mórbido tomou conta da internet: o tal jogo da Baleia Azul. Como você já deve ter lido por aí, ele propõe cerca de 50 desafios para o participante, sendo que o último seria o de tirar a própria vida.

O jogo parece ter começado apenas como mais um boato, se assemelhando as histórias da Deep Web. Mas rapidamente se espalhou através de grupos fechados na internet. O caso começou a tomar grandes proporções nas ultimas semanas, apenas em Curitiba, na última terça-feira, foram registrados 8 tentativas de suicídios de adolescentes possivelmente ligadas ao jogo.

 

No meio de tudo isso, um designer e uma publicitária de São Paulo resolveram fazer algo a respeito:

 

Eles juntaram seus talentos e criaram a página Baleia Rosa. Onde diversos desafios são lançados. Porém, com o objetivo oposto do da Baleia Azul. A versão rosa do jogo pretende celebrar a vida, e não tirá-la.

 

“Estamos vivendo uma época de muita descrença, ódio, negatividade, impaciência, indiferença, incertezas. Nadando contra esta maré, sabemos que a internet pode ser uma poderosa ferramenta para reverter este quadro. Acreditamos que todos têm a capacidade de ajudar outras pessoas e construir o bem. Espalhe a baleia rosa por onde você for!”, diz o site do projeto.

 

A página, que foi lançada na última semana e já conta com mais de 160 mil curtidas, propõe uma espécie de corrente do bem entre os participantes. Após cumprir as tarefas, é preciso divulgá-las nas redes sociais, sempre com a hashtag #baleiarosa, fazendo com que o desafio se espalhe. Até o momento são 23 missões disponíveis.

 

A fanpage também passou a receber inúmeras mensagens de jovens pedindo ajuda. Por conta disso, os criadores acionaram uma psicóloga, que responde aos casos mais sérios.

 

“A gente quer que isso se espalhe cada vez mais. A nossa ideia é continuar essa corrente do bem e de mensagens positivas”, disse um dos criadores.

 

 

É importante lembrar que depressão é uma doença que precisa ser levada a sério. Segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde, ela afeta 11,5 milhões de pessoas no Brasil, o país com maior prevalência da doença na América Latina.

Se você precisa de ajuda, peça apoio para pessoas de sua confiança, procure um médico ou disk 141, o número do Centro de Valorização da Vida. Você não está sozinho, suicídio nunca é a solução!

 

Fotos/Reprodução
Redação Café Sem Pó

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